Belém: uma cidade onde não há lei

Na capital prevalece a regra do mais forte e desrespeito já virou rotina

Filipe Sanches (Da Redação)


A falta de civilidade faz de Belém uma cidade castigada por seus próprios moradores. Do lixo que se espalha a cada esquina, que se acumula em canais ou ocupa calçadas, ao desrespeito das mais básicas leis de trânsito ou às mais simples regras de convivência, a falta de cuidado com a cidade transparece, nas ruas, no comportamento de cada morador. O belenense convive e pouco a pouco se acostuma com a desorganização do espaço que o cerca, 
uma tradição de maus costumes, onde a regra é não respeitar as regras.



E isso fica evidente principalmente no trânsito. Mesmo correndo o risco de levar uma multa salgada, dezenas de motoristas ignoram os avisos de que é proibido estacionar nas ciclovias - e a óbvia noção de que os ciclistas que precisarão seguir junto com os carros estarão em risco - e param seus automóveis no meio da faixa destinada às bicicletas. A cena se repete em vários pontos da rodovia Arthur Bernardes, via que foi revitalizada em 2010 e que teve a sinalização refeita para indicar a presença dos ciclistas em ciclovias.

Quando além dos carros particulares, caminhões ocupam as ciclovias, não resta outra opção aos ciclistas a não ser a de disputar espaço com os automóveis nas pistas comuns. "Se não estiver ligado no trânsito, ciclista não se vira aqui", afirma o vigilante Cláudio Dias, que usa a bicicleta para se deslocar de casa para o trabalho. Cláudio precisou passar entre uma fila de carros em um congestionamento e um caminhão que ocupava todo o espaço da ciclovia para descarregar garrafões de água.




AOS CARROS, A CICLOVIA:
Todos os dias, maus motoristas consideram usar a ciclovia - espaço exclusivo dos ciclistas - para escapar dos congestionamentos. Na rodovia Artuh Bernades, a cena se repete todos os dias. Quando não são os carros, são as motos que ocupam o espaço destinado a quem precisa se locomover em bicicletas.


PEDESTRE, FUJA DA CALÇADAS!
Quando não é uma churrasqueira (ou um balcão de venda de qualquer outra coisa) é o lixo que toma conta do espaço de circulação exclusivo para pedestre. É assim no conjunto Paraíso dos Pássaros, no Promorar, na travessa Municipalidade, e em dezena de outros pontos na cidade.


A AVENTURA DESEMBARCAR EM UM ÔNIBUS:
Tentar subir em um coletivo no Ver-o-Peso é, digamos, arriscado. Não bastassem as calçadas estarem ocupados por barracas, o acostamento também está obstruído por vendedores ambulantes. O resultado da desorganização é a correria dos pedestres para embarcar nos ônibus que param a muitos metros da calçada, não raramente no meio da pista. A correria se repete pelos mesmos motivos ao longo de toda a avenida Presidente Vargas.


Aluga-se a calçada:
Ocupada há mais de 20 anos por dezenas de barracas, as calçadas dos canteiros do conjunto Promorar servem para qualquer coisa, exceto para que pedestre caminhem com segurança. Um ocupante mais ousado decidiu alugar o ponto que invadiu no espaço público.


ACESSIBILIDADE ZERO:
Entre os guinchados pela CTBEL (Companhia de Transportes de Belém), ontem no início da avenida Presidente Vargas, estavam veículos cujos donos mal-educados obstruíram as rampas para cadeirantes, que com um carro na frente não servem para absolutamente nada.



BRINCANDO COM A VIDA:
Ontem, às 10h15, no cruzamento da avenida Dalcidio Jurandir com a rua Macedo, um motociclista com uma criança, ambos sem capacetes, fez uma curva pela contramão, em cima da faixa de pedestre e em alta velocidade. Quase atinge uma pedrestre.


LIXÃO AO AR LIVRE
No canal São Joaquim, montes de lixo próximos ao canal são semelhantes a um mini 
aterro sanitário,  com todo tipo de resíduos: entulhos, sacos de lixo e até vasos sanitários.

Nota do Açai Azedo

AGORA QUEM CULPA DE AZEDAR BELÉM?
Do nosso governador Eleito recentemente Excelentíssimo Simão Jatene (Ainda nada a declara).

Ou do nosso conhecido Prefeito, que esta no seu segundo mandato, o Excelentíssimo Duciomar Costa.


Fonte: ORM/Oliberal





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2 comentários :

  1. A culpa é do povo, que é mal educado...

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  2. Cada povo tem a cidade que merece.

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